Fórum de Discussão: Buzz Marketing, Mkt Viral & Mkt Boca a Boca


Para quem não sabe, sexta-feira(07/10) foi a apresentação da nossa Mini Agência do 8°semestre da FAAP. O foco principal da apresentação foi o Buzz Marketing, já que era uma agência especializada nesta inovadora ferramenta.

A apresentação não podia ter sido melhor. Professores, orientadores e convidados, conseguiram se encantar pelo tema assim como os integrantes do grupo. E esse post é em homenagem a toda equipe que, com muito estudo e coragem enfrentaram o desafio de trabalhar com um tema tão novo no mercado.

E também um agradecimentos especial aos professores e orientadores que nos guiaram, incentivaram e principalmente, participaram de alguma forma (efetivamente ou não) do sucesso que foi a  apresentação.

 

Andreia B de Sa Carneiro

Carlos Antonio Rahal

Elenice Rampazzo

Eric Eroi Messa (que participou da banca)

Rogerio Miola

Selma Peleias Felerico Garrini

 

Muito obrigado pelos comentários que só incentivam a continuarmos estudando, dando o melhor de nós para os trabalhos e, certamente, sermos profissionais diferenciados no mercado. É gratificante ter professores como vocês.



Escrito por Timê às 10h36
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Como foi comentado abaixo pelo Eduardo, o Mobile Marketing também pode ser considerado uma iniciativa dentro do planejamento de Buzz Marketing. É a utilização eficiente e inteligente das novas tecnologias para implantar e divulgar idéias.

Buscamos na internet mais informações sobre esse tipo de comunicação:

 

”Talvez você já tenha sido abordado por uma ação de marketing através de uma mensagem no seu aparelho celular. Ou não, pois raras empresas no Brasil utilizam o SMS. O que pode ser considerado um desperdício, visto que os usuários brasileiros de telefonia móvel já totalizam 75,5 milhões de consumidores (fonte: Anatel, julho de 2005).

Fundamentalmente, o SMS é um novo canal de comunicação dirigida, ainda subestimado, capaz de explorar algumas características peculiares que o diferenciam do ferramental de comunicação já conhecido.

Passemos a uma breve análise de alguns pontos-chave:

Inovação. Conseqüência direta da ainda incipiente utilização, as empresas que estão saindo na frente têm surpreendido seus consumidores. Não raro são recebidos feedbacks como: "Legal, nunca tinha recebido uma mensagem assim" ou "Que ótimo, como a empresa está avançada".

Essa percepção de valor (por parte dos consumidores) pode ser ainda mais relevante para empresas que têm em seu posicionamento conceitos como "vanguarda" ou aspiração para tal.

Alto índice de leitura. Como dificilmente o usuário "apaga" uma mensagem antes de lê-la (uma das vantagens sobre o e-mail marketing), é viável transmitir "todo o recado"... a mensagem terá maiores chances de produzir o comportamento desejado. Uma boa técnica de redação ajuda muito e pode, por exemplo, revelar o nome do remetente somente na assinatura, ou seja, pode-se conduzir o "suspense" até a última palavra do texto.

Boa conveniência. Diminui-se consideravelmente o risco de atrito, visto que é um canal menos "invasivo" do que, por exemplo, o call center. É possível ler rapidamente uma mensagem em meio a uma reunião sem utilizar mais do que 10 segundos e sem precisar, logicamente, interação de voz (maior discrição).

Custo acessível. O investimento por approach é menor do que o call center (na maioria dos casos) e do que a mala-direta. Sua logística também é bem mais simplificada, facilitando o controle de todo processo (fator "esforço/tempo").

Real time e interatividade. A "entrega" é quase instantânea, consolidando uma vantagem de tempo em relação à mala-direta e, também, ao call center – mais especificamente quando uma mensagem deve ser comunicada a um número considerável de consumidores.

 (...)


O mobile marketing é uma realidade, hoje infelizmente para poucos. Ou talvez felizmente, caso você seja um daqueles (bons) profissionais que buscam resultados aliados à inovação. Espero que você tenha entendido a mensagem.”

 

Alessandro Souza

 [Webinsider]



Escrito por Timê às 10h20
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Como funciona o desenvolvimento de uma campanha de Buzz Marketing.

 

O Buzz Marketing é uma estratégia de comunicação que usa como tática os próprios consumidores como evangelizadores da mensagem, idéia, causa e princípios de uma marca, produto, empresa ou serviço. O Buzz Marketing deve espalhar-se por meio de veículos, como a internet, ou o próprio relacionamento inter-pessoal, dos geradores de tendências (os geradores de opinião) ou os Alfas (como são denominados em alguns livros sobre o tema), para os disseminadores de tendências, os chamados Abelhas, até chegar ao público consumidor efetivo que, naturalmente, poderá ser qualquer um ou todos eles ao mesmo tempo.

• Quem são os “Alfas”?

            Os Alfas são consumidores independentes, confiantes, obstinados e curiosos. São chamados de geradores de tendências ou geradores de opinião. Não pelo dinheiro, mas sim pelas mentes que influenciam. Os Alfas gostam de adquirir novas experiências e informações, buscam aventuras e estão sempre atualizados quanto às novidades.

 

            Apesar de dispor de uma ampla rede de contatos, os Alfas não são necessariamente sociáveis. É comum encontrar Alfas conversando com um ou dois amigos em festas, mas nunca falando para grandes grupos. São consideradas pessoas “frias”, mas nunca negam seus conhecimentos e contatos quando solicitados, apesar de nunca o fazer por vontade própria. Alfas gostam de mostrar que fizeram grandes “achados”, mas falam para um ou outro amigo apenas.

 

            O Alfa é o formador de opinião, o prósumidor. É aquele que arrisca, que gosta de testar novidades e de ser diferente. Ele, além de ótimo consumidor, é considerado o principal público-alvo das empresas.



Escrito por Timê às 14h48
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Continuação

 

• Abelhas – Qual seu papel para o buzz?

            Enquanto os Alfas mostram-se inovadores e com poder de criar tendências, os Abelhas são solidários e comunicativos. Eles apropriam-se das idéias dos Alfas e as transformam em dados utilizáveis e digeríveis ao grande público, ou seja, os Abelhas adaptam idéias ao mesmo tempo em que as disseminam ao maior número de pessoas que conseguem. Os Abelhas são condutos pelos quais a informação chega às grandes massas. São a ponte que constrói o caminho entre o nascimento de uma tendência e o momento em que esta tendência cai nas graças do povo e vira mania. As características de um Abelha são:

 

            Existem outros dois tipos de pessoas que também estão envolvidas no processo de Buzz Marketing, além dos Alfas e Abelhas, conforme salientado no livro “Buzz, A Era do Marketing Viral”. Este livro defende a idéia de que antes dos Alfas existem os consumidores radicais, visionários, que agem fora dos limites das convenções. Essas pessoas, chamadas de Fímbria de Lunáticos, não se importam em fazer maus-negócios. Elas querem ser diferentes a qualquer custo. A Fímbria de Lunáticos influencia os Alfas, mas são ignoradas pelos profissionais de marketing, pois as poucas pessoas que eles atingem não chegam a construir um público suficiente para êxito comercial.

 

            Depois que uma tendência indicada por um Alfa vira mania devido ao trabalho dos Abelhas e “cai nas graças” do grande público, surgem os Retardatários. Estes, por sua vez, são aqueles consumidores que não arriscam nada novo e sempre estão atrasados em relação às tendências. Apesar de possuírem essas características, representam grande parcela da população, sendo portanto, importantes para o mercado.

 

Agradecimentos especiais ao Julio Hungria do Blue Bus pelo comentário a respeito do
nosso blog.
Sem esquecer que esse fato ocorrido é um bom exemplo de Buzz Marketing

 

 

 

 

 



Escrito por Timê às 14h48
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Algumas marcas, percebendo deficiências nas suas próprias ações de comunicação, associam-se a uma causa, trazendo ao nome da empresa uma carga de valores.

Veja o case dessa loja de varejos na Europa

 

“Uma loja de varejo na Europa, há dois anos, tomou a decisão de não produzir mais folhetos ou tablóides com as ofertas das lojas aos seus consumidores. Essa decisão foi tomada, pois o retorno de vendas com os tablóides já não era significativo e, além disso, sentiam que os folhetos só prejudicavam o meio ambiente com o corte de árvores, com a sujeira, etc.

Para divulgar esta nova decisão da empresa, foram selecionadas 500 pessoas por ponto de venda, por meio de uma campanha que utilizava a temática “Nós Não Queremos Sujar a Cidade”. Esta ação repercutiu por todas as cadeias de varejo que consideraram loucura a atitude do concorrente. Sem medo de a ação dar errado, a empresa decidiu iniciar um processo sofisticado de entrevistas para selecionar apenas aqueles consumidores cativos. As 500 pessoas foram sendo filtradas nestas entrevistas e dinâmicas chegando a 200 e posteriormente a um número total de 100.

Estas 100 pessoas foram convidadas a participarem de discussões sobre como evitar a sujeira nas cidades, realizaram-se reuniões com os prefeitos, etc. até restarem 50 pessoas por ponto de venda. Estas pessoas possuíam a causa da preservação do meio ambiente tão intrínseca em seu cotidiano e a atitude da empresa de não poluir a cidade, para elas, era tão importante que, naturalmente, estas pessoas se tornaram evangelizadoras, ou seja, iniciaram um boca a boca tão positivo sobre a cadeia do varejo que as vendas subiram consideravelmente.”



Escrito por Timê às 11h27
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A internet pode ser um meio de criar um programa de relacionamento mais assíduo com seus clientes e criar buzz marketing em fóruns de discussão em grupo.

 

“Domesticando boatos
Às vezes, as marcas atingidas pelo "buzz" -positivo ou negativo- se contentam em constatar o que está acontecendo. Outras, porém, optam por intervir, na esperança de explorar os boatos ou "domesticá-los".


Dessa maneira, sites comerciais que vendem viagens, eletrônicos ou produtos culturais criam fóruns nos quais seus clientes podem divulgar suas opiniões, embora os sites se reservem o direito de censurar as opiniões indesejáveis. Eles publicam "web revistas" que misturam informações técnicas com avaliações e mistos de publicidade e reportagem. Aliás, na cultura da internet, a separação entre informação e promoção freqüentemente é vista como um conceito superado.


Alguns sites comerciais conseguiram reunir comunidades virtuais, criando exércitos de clientes missionários. Christophe Poupinel, diretor do site comercial de vinho francês Chateauonline, resume seu trabalho da seguinte maneira: "O comércio eletrônico é o casamento entre a venda e a ação editorial. Graças ao rastreamento informatizado, sabemos quem são nossos clientes e podemos contatá-los a qualquer momento para informar-lhes ou aconselhá-los. Também pedimos suas opiniões deles e as levamos em conta. Eles têm o sentimento de freqüentar um clube".


Além do comércio on-line, a internet se tornou indispensável às marcas de vocação internacional, sobretudo às que querem integrar seu nome e seu logotipo à nova cultura globalizada da juventude urbana dos países ricos. Antes de tudo, elas precisam conhecer o teor do "buzz" e, para isso, encomendam de agências especializadas um "marketing à antiga", acompanhando o conteúdo dos sites e fóruns em que seu nome aparece.


A segunda etapa consiste em intervir diretamente, para alimentar o "buzz". Executivos da empresa em questão participam de fóruns para defender sua marca. Alguns criam seus sites próprios e procuram fazer deles pontos de encontro e discussão. A firma californiana Six Apart, que produz softwares com os quais internautas podem criar seus blogs pessoais, vê esses blogs de empresa como um mercado promissor.”

 

Este texto foi publicado no "Le Monde".
Tradução de Clara Allain



Escrito por Timê às 12h21
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Até os defeitos se transformam em qualidade com Buzz marketing.

 

“Os famosos marketeiros Ries & Trout colocam em seu livro "As 22 Leis Imutáveis do Marketing" uma dica que chamam da Lei da Sinceridade. Se você gerencia um produto que tem uma fraqueza óbvia, não tente escondê-la, mas abra o jogo com o consumidor, use humor e tente mostrar que as qualidades do produto superam esse problema.

Um dos exemplos que ele dá é o famoso slogan da locadora Avis, a segunda maior do mercado "somos a número dois, por isso nos esforçamos mais", ou "com um nome como Smucker's, temos que ser muito bons".

 

Seth Godin, o novo guru do marketing que escreveu os maiores best-sellers da década, como o Purple Cow e o Permission Marketing, agora traz a mesma idéia em um novo livro chamado “Todo marketeiro é mentiroso”, onde ele afirma que o mercado está tão cínico e cansado de mentiras que a única estratégia eficaz daqui para frente é a honestidade. Se contarmos o fato que a internet permite que os consumidores troquem experiências e recomendações sobre os produtos nos sites, vemos que não dá mesmo para enrolar mais ninguém.

 

George Chetochine acredita na mesma sinceridade; também no buzz marketing isso vale. É preciso ter ética. Realmente vender produtos melhores, ter melhores preços, atender melhor os clientes.
O que se pode dizer é que hoje muitos produtos vendem mais por propaganda boca a boca que por marketing tradicional. Eu penso que o buzz é um método artificial de fazer propaganda boca a boca de maneira mais rápida. Não estamos inventando algo absolutamente novo. “

 



Escrito por Timê às 15h50
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As vantagens de se adotar buzz marketing como uma estratégia de comunicação de uma empresa, são enumeradas por Guy Kawasaki no texto a seguir:

 

“GUY KAWASAKI, importante autor de marketing, e introdutor das técnicas
de guerrilha ao marketing, prefaciando um livro recente que trata do
buzz marketing, resumiu as quatro principais razões para que as
empresas caminhem imediatamente para a adoção desse modelo, técnica,
ferramenta:

Cresce a importância da  evangelização. E são quatro as principais
razões porque é importante, neste momento, cerrar fogo no processo de
evangelização:

1 - É econômico. Você não precisa pagar evangelizadores. Apenas
precisa ter a capacidade de motivá-los e dirigi-los.

2 - É eficaz. Pense na última compra que você fez. Certamente não foi
por causa de um comercial no Fantástico, e sim, por alguma
recomendação de algum amigo, parente ou conhecido.

3 - É divertido. Não existe nada melhor que ficar perto, motivar e
conviver com pessoas que amam sua empresa, seus produtos, sua marca.

4 - É enlouquecedor. Não é você que enlouquece, são seus concorrentes.
Por constatarem, desesperados, quantas pessoas estão se referindo de
forma entusiasmada e emocionante sobre seu produto, marca, virtudes,
vantagens, exclusividades....”





Escrito por Timê às 23h11
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 E não é que os blogs também são formas interessantes de disseminar idéias e talvez transformá-las em vírus. Olha só esse case da Nike.

 

(Parte 1)

“Nike é Viral

A Nike descobre o blog e monta uma estratégia viral arrasadora! (dentro do quadrado).A Internet continua surpreendendo. Num movimento inovador, a Gawker Media lançou um blog para a Nike – “Art of Speed” – um projeto que pode virar uma nova mania na Web. Vocês se lembram do projeto BMW Films? Inesquecível não é? Bom, a inspiração do projeto da Nike veio desse baita sucesso.

A Gawker Media é um dos blogs de Nick Denton. Quem se lembra dele? É o mesmo cara que pilotou as famosas First Tuesday, com franquias em mais de 54 países, inclusive no Brasil. Era a época da bolha da Internet e Nick vendeu o negócio antes da bolha explodir e embolsou uma boa bolada. Hoje ele pilota um pequeno império de blogs, alguns com audiência de mais de 600.000 unique visitors mensais. É mole? O Gawker (entretenimento) é um deles –outros são Gizmodo (equipamentos eletrônicos), Wonkette (política e

mexericos em Washington DC), Flashbot (uma variante da revista Playboy), Defamer (fofocas em Hollywood), Kinja (um mecanismo de busca para blogs) e por aí vai. A audiência é qualificada – falamos aqui de formadores de opinião, alfas do marketing viral....”



Escrito por Timê às 13h06
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(Parte 2)

“...Um dos anunciantes do Gawker é a Nike, e foi aí que surgiu a relação e a idéia de criar uma série de 15 filmes inéditos com jovens diretores talentosos deHolywood pilotando os filmes, cujo tema (não poderia deixar de ser), é a velocidade. Os diretores dão um “show de bola” e os filmes são espetaculares.Além disso a Nike vai disponibilizar o “making off” de cada filme, mas não foi

divulgado o total do investimento no projeto.Porém a grande sacada do projeto – e o que vai ser viral – é o meio de divulgação... um blog, onde os usuários poderão comentar os trabalhos. Os blogs até agora foram considerados primos pobres dos websites. Aqui no Brasil ainda se tem essa percepção. Mas nos Estados unidos a história é outra. Os blogs estão se tornando muito profissionais e atraindo uma clientela derespeito. A rede de blogs de Nick Denton vai faturar U$ 5 milhões somente em

publicidade esse ano com apenas 5 blogs. Uau...!O blog “Nike Art of Speed” apresenta entrevistas com os diretores de cada

filme. Em contraponto, a Nike não faz propaganda ostensiva no blog, coloca apenas seu logo estrategicamente no site. Os filmes somente podem ser vistos no blog, a Nike não disponibilizou no seu site os trabalhos. Essa estratégia é inovadora e é claro que o “boca a boca” já começou – você conhece o Marketing Viral certo? Outra idéia inteligente foi colocar o blog da Nike como

um diretório do Gawker, afinal de contas são 600.000 visitantes mensais logo de início para alavancar audiência."

 

 

 



Escrito por Timê às 13h04
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E há muito tempo atrás já faziam Buzz marketing sem saber.Um case muito curioso dos índios brasileiros:

 

O Marketing Do "Buxixo"

Texto do trecho de Luiz Marins.

"Estamos vivendo uma verdadeira revolução no marketing. A verdade é que velhas fórmulas de comunicação com o mercado cansaram o consumidor de tal forma que os "marketeiros" precisam inventar coisas "novas" para sair desse impasse.

Na busca de uma saída, aparece como a grande "novidade" do momento o chamado "Marketing do ‘Boca-a-Boca’" ou em inglês "buzz" que em tradução livre para o português significa "buxixo" ou mesmo "tititi" como querem alguns. A ordem é criar buxixo fazendo com que nosso cliente – surpreso, encantado e satisfeito – saia propalando aos quatro ventos as maravilhas de nossa empresa, de nossa marca, de nossos produtos.

Métodos, técnicas, estratégias para criar um "buxixo" não faltam. Não importa a origem do buxixo. O que vale é o "tititi" sobre minha empresa, minha marca. O que vale é o "boca-a-boca" dos clientes, do povo, do consumidor, falando de meu produto e marca o tempo todo, criando fatos novos.

E é preciso que nos lembremos que no Brasil, mais do que em qualquer outro País, o marketing do buxixo é fundamental para o sucesso de qualquer empresa. Somos um povo oral e auditivo. O brasileiro fala e escuta. A oralidade do homem brasileiro é uma de suas maiores características. Assim, o testemunho do cliente encantado realmente é essencial para o meu sucesso empresarial.

E até o índio brasileiro faz e muito bem o marketing do buxixo a seu favor. Os krenhakakore ou chamados "índios gigantes" usaram do buxixo para serem temidos e respeitados durante muito tempo entre as demais tribos. O buxixo era que esses índios eram enormes, gigantes. E o que eles faziam para que esse buxixo acontecesse?

Os índios quando andam na floresta, marcam o caminho quebrando galhos de arbustos. Os krenhakakore quebravam esses galhos muito mais alto do que a maioria das demais tribos. Eles ficavam sobre os ombros do companheiro para quebrar o galho bem no alto. As demais tribos quando viam aquilo logo achavam tratar-se, é claro, de gigantes. Nos rios e igarapés, eles colocavam pedras grandes sob certos locais dentro da água e ficam sobre essas pedras. Os índios das outras tribos – que conheciam a profundidade daquele rio – viam os krenhakakore dentro d’água e com água para baixo dos joelhos e tinham certeza tratar-se de "gigantes" . O "boato" ou "buxixo" era grande. Com toda a certeza e evidência os krenhakakore eram índios gigantes. Os próprios irmãos Villas Boas quando tentaram o contato com essa tribo estavam preocupados.

Tudo não passava de um bem articulado e arquitetado "buzz marketing" descoberto pelos sertanistas assim que fizeram os primeiros contatos!”



Escrito por Timê às 10h06
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Nesse post há textos mais didáticos para explicar melhor a diferença entre os diversos tipos de marketing que estão co-relacionados, mas que possuem sutis diferenças.

 

 

"WORD OF MOUTH – BOCA A BOCA

É o meio mais poderoso do planeta. É a divisão de opinião sobre um produto ou serviço entre dois ou mais consumidores. É o que acontece quando as pessoas tornam-se, de maneira natural, os próprios veículos. A chave para o sucesso é a honestidade e naturalidade.

 

VIRAL MARKETING – MKT VIRAL OU ENDÊMICO

É quando se envia um mail-marketing que se espalha rapidamente e espontaneamente através dos consumidores. No formato de e-mail, mensagem ou vídeo. Ao contrário do que parece, não é ruim, já que não é feito desonestamente ou enviado obrigatoriamente.

 

BUZZ MARKETING

É um evento, ou atividade que gera publicidade, movimentação e informação ao consumidor. Geralmente é algo que combina um evento ou experiência diferente com uma publicidade. Se o buzz for feito certo, as pessoas vão comentar, escrever sobre isso. É como se o vizinho tatuasse uma marca em sua testa e gerasse várias mídias através disso, como aconteceu recentemente.

O buzz mkt tem que ser algo grande, barulhento, impressionante, incrível, algo que faça o consumidor não perceber que está sendo atingido.

 

CAUSE AND EFFECT

O mkt viral e o buzz estão focados na causa. É um tipo de mkt que inicia uma intenção para capturar a atenção das pessoas e fazê-las comentar, dar opiniões, fazer barulho, podendo mudar um hábito ou até mesmo uma cultura.

O boca-a-boca é um desejo, opinião natural e honesta. Muito difícil de ser provocado, ou melhor, manufaturado. Não consegue ser endêmico, mas pode ter grandes repercussões se for atingido por pessoas que realmente acreditam e lutam por tal assunto."

 

 



Escrito por Timê às 23h26
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Por se tratar de um assunto tão novo, no ponto de vista do marketing, afinal já se faziam buzz marketing há muito tempo sem se ter conhecimento de tal denominação, fizemos um resumão geral com a definição, bem arroz com feijão mastigadinho mesmo, para que os visitantes leigos no assunto, não se percam na discussão e possam opinar. È um pouco grande, mas vale a pena:

 

“Conhecido  como  "boca-boca"  ou  como  marketing  viral,  o  Buzz  Marketing  é  uma  moda  que  veio  para  ficar.  Está  presente  com  mais  freqüência,  nas  ruas,  nos  cafés,  nos  bares  e,  em  grande  escala,  na  internet.  Executivos  da  área  ousam  dizer  que  esta  é  uma  nova  possibilidade  de  maior  expansão  do  Marketing  e  da  Comunicação.

Os  comentários  dos  consumidores  sobre  determinados  assuntos  com  pais,  filhos  ou  amigos,  influenciam  comportamentos.  Exemplo  disso  seria  que  mensagens  transmitidas  por  alguém  conhecido  geralmente  cria  mais  confiança  e  credibilidade,  diferente  de  quando  emitida  por  uma  empresa.  A  intenção  do  Buzz  é  tornar  certos  consumidores  vetores  da  comunicação. O Buzz é uma ferramenta de alto valor estratégico.

O Buzz Marketing voltou (se é que um dia saiu) às estratégias das grandes empresas após a constatação de que a visão atual de Marketing (ou Interruption Marketing), aquela que consiste em inserir ou gravar na mente do consumidor as imagens e as idéias de um produto, não vem mais trazendo o retorno esperado ou superando os investimentos em publicidade.

Na avaliação de uma marca, por exemplo, 66% das pessoas preferem a palavra de um conhecido, enquanto 33% se baseiam na publicidade.

 

Os sinais da crise para a publicidade podem ser vistos nas verbas destinadas para a área. Se em 1970, as despesas com propaganda eram de 70% do budget do Marketing das empresas, hoje esse número é de 30%. O que se pode ver é o surgimento de mídias alternativas, como elevadores, banheiros e dirigíveis. E o retorno do velho e bom boca-a-boca.”

 

 

É isso aí, quem já não passou por uma situação de influência na decisão de uma compra? Uma vez um professor falou, que uma mulher, quando casa, costuma comprar os mesmo produtos que a mãe comprava , tanto de cozinha quanto de limpeza, os comerciais tradicionais ficavam pequenos diante da influência da mãe.....

Bom é isso, comentem, coloquem experiências pessoais, indiquem aos amigos.



Escrito por Timê às 09h39
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Trechos retirados do Livro Marketing IdéiaVírus - Seth Godin

Trechos retirados do Livro: "Marketing IdéiaVírus - Seth Godin". Comentem!

Mkt - IdeiaVirus

O fato é que os primeiros anos da história dos EUA estiveram ligados a quem podia montar a maior fazenda e mais eficiente. E o segundo século retratou a corrida para se construir fábricas. Bem-vindos ao terceiro século, amigos. O terceiro século pertence às idéias. Podemos admitir que as idéias estão dirigindo a economia, estão fazendo com que as pessoas fiquem ricas e, o que é mais importante, estão mudando o mundo. Muito embora não tenhamos pistas sobre como organizar melhor a produção de idéias, algo é certo: se puder fazer com que as pessoas aceitem, abracem, adorem e tratem com carinho as suas idéias, você venceu. Venceu financeiramente, ganhou poder e mudou o mundo em que vive. (pág. 22)

 

Como um vírus de idéia se manifesta? Onde ele vive? Como ele é? É vantajoso pensar que idéias de todo o tipo são similares. Eu as chamo de manifestos. O manifesto de uma idéia é um "ensaio" potente e lógico que reúne um monte de idéias que já existem e cria uma nova. Às vezes, um manifesto é um ensaio escrito. Mas ele pode ser uma imagem, uma canção, um produto ou processo bem acabado; o meio não importa. O que vale é a mensagem. Ao classificar todos os tipos de idéia - independentemente do formato - na mesma categoria (manifestos) é mais fácil pensar nelas como versões da mesma coisa. Enquanto você puder usar o seu manifesto para mudar p jeito de pensar, falar ou agir das pessoas...você poderá criar valores. (pág. 23)
 
 
Vivemos em um mundo onde os consumidores resistem bravamente ao marketing. Por isso, é imperativo parar de fazer marketing com as pessoas. A idéia é criar um meio no qual os consumidores possam negociar uns com os outros. (pág. 24)
 
 
A divulgação boca a boca não é nova - ela, agora , é apenas diferente. Sempre houve vírus de idéia  - fofocas, idéias ou políticas que se espalham rapidamente, de pessoa para pessoa. Sem publicar um anúncio ou comprar um quadro para afixar anúncios, Galileu conseguiu perturbar toda a Pisa com suas idéias. Hoje, no entanto, vírus de idéia são mais importantes e poderosos do que nunca. Vírus de idéias são mais fáceis de serem lançados e mais eficazes. Vírus de idéia são críticos pois são rápidos, e a velocidade vence e mata- marcas e produtos simplesmente não têm tempo de se desenvolver da maneira antiga. Vírus de idéia nos dão resultados crescentes - o "boca a boca"aos poucos vai desaparecendo, mas o vírus de idéia ficam maiores. E, o mais importante, são a moeda do futuro. (pág. 25)
 
 
Por que novas empresas que vêm sendo lançadas na Rede estão tão obcecadas com o tráfego e os visistantes? Por que uma empresa como a GeoCities foi vendida por mais de US$2 bilhões, tendo em vista que ela não possui quase nenhuma receita, apenas um software interessante, mas não único? Porque a GeoCities se tornou virótica e foi comprada porque infectava as massas.
Infectar grandes populáções com o vírus de idéia é o primeiro passo para montar um modelo empresarial rentável.
Os passos-chave para empresas da Internet que estão tentando construir um vírus são:
1. Criar uma experiência on-line notável que seja totalmente nova ou que torne a vida do usuário muito melhor. Ou então, fazer a experiência off-line ser melhor/mais/rápida/mais barata para que a mudança valha a pena.
2. Transformar em vírus a idéia por trás da sua experiência on-line, atraindo uma boa fatia do grupo que você almeja atingir sem ter de gastar uma fortuna anunciando o novo serviço.
3. Preencher o vácuo no mercado com sua versão da idéia, a fim de os competidores terem bastante dificuldade para desativar o seu vírus e acionar os deles.
4. Prender os seus clientes de forma que fique cada vez mais caro para eles trocar o seu serviço pelo de outra empresa.
5. Obter permissão dos usuários para manter um diálogo constante a fim de transformar a atenção original em uma experiência benéfica para os usuários e um fluxo constante de lucro para você.
6. Continuar a criar experiências on-line notáveis para espalhar uma quantidade ainda maior de vírus novos, começando com seu público cativo de fãs entusiasmados.
(pág. 31 e 32)


Escrito por Ingrid às 22h51
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Inauguração!

Pessoal,

este blog é para juntarmos um grande arquivo de matérias relacionadas a Buzz Mkt, marketing Boca a Boca e Marketing Viral com a finalidade de discutirmos cases, aplicações e ética. Espero que todos gostem e participem.

 



Escrito por Ingrid às 22h47
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[ ver mensagens anteriores ]
 
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28/08/2005 a 03/09/2005
21/08/2005 a 27/08/2005
14/08/2005 a 20/08/2005
07/08/2005 a 13/08/2005




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