Algumas marcas, percebendo deficiências nas suas próprias ações de comunicação, associam-se a uma causa, trazendo ao nome da empresa uma carga de valores.
Veja o case dessa loja de varejos na Europa
“Uma loja de varejo na Europa, há dois anos, tomou a decisão de não produzir mais folhetos ou tablóides com as ofertas das lojas aos seus consumidores. Essa decisão foi tomada, pois o retorno de vendas com os tablóides já não era significativo e, além disso, sentiam que os folhetos só prejudicavam o meio ambiente com o corte de árvores, com a sujeira, etc.
Para divulgar esta nova decisão da empresa, foram selecionadas 500 pessoas por ponto de venda, por meio de uma campanha que utilizava a temática “Nós Não Queremos Sujar a Cidade”. Esta ação repercutiu por todas as cadeias de varejo que consideraram loucura a atitude do concorrente. Sem medo de a ação dar errado, a empresa decidiu iniciar um processo sofisticado de entrevistas para selecionar apenas aqueles consumidores cativos. As 500 pessoas foram sendo filtradas nestas entrevistas e dinâmicas chegando a 200 e posteriormente a um número total de 100.
Estas 100 pessoas foram convidadas a participarem de discussões sobre como evitar a sujeira nas cidades, realizaram-se reuniões com os prefeitos, etc. até restarem 50 pessoas por ponto de venda. Estas pessoas possuíam a causa da preservação do meio ambiente tão intrínseca em seu cotidiano e a atitude da empresa de não poluir a cidade, para elas, era tão importante que, naturalmente, estas pessoas se tornaram evangelizadoras, ou seja, iniciaram um boca a boca tão positivo sobre a cadeia do varejo que as vendas subiram consideravelmente.”
Escrito por Timê às 11h27
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